“E pôs um novo cântico na minha boca, um hino ao nosso Deus” (Sl 40:3a)
Louvar é falar bem de alguém, é elogiar, exaltar, glorificar, segundo o dicionário secular. Deus nos criou para o louvor da sua glória, e, por isso, fomos feitos a sua imagem e semelhança. Os salmos de Davi expressam
os sentimentos daquele pastor/rei por Deus, as suas súplicas, gratidão, e seu louvor. No Salmo 95:2 lemos: “Apresentemo-nos ante a sua face com louvores e celebremo-lo com salmos”. Efésios 5:19 diz: “... falando entre vós com salmos e hinos e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração”. Ou seja, salmodiemos a Ele, façamos cânticos espirituais.
O salmodiar a Deus é elevar os nossos cânticos e cantar salmos a Ele, louvando-o com nossas próprias palavras, com nossa verdadeira expressão. O louvor a Deus é a nossa expressão de gratidão pelo que Ele é, e pelas coisas que fez e faz por nós, através de seus feitos maravilhosos. Mas, será que amamos a Deus com o coração sincero? O nosso amor está acima do nosso egoísmo, da nossa própria vontade, dos holofotes do palco, dos solos maravilhosos, dos aplausos? Será que só nos expressamos a Deus quando ministramos num grande congresso? Será que apenas nessas horas saem os cânticos espirituais? Precisamos meditar sobre isso, e saber onde está o nosso coração, a nossa vontade.
Em nossos momentos de oração e intimidade com Deus, dentro do nosso quarto, podemos expressar o nosso amor, do mais profundo do nosso coração. Para experimentar, abra a Bíblia no salmo 104:33,34 e cante uma canção a Ele. Você não precisa usar muitas notas musicais em sua melodia, apenas três notinhas que podem se repetir várias vezes, como os judeus fazem até hoje nas sinagogas. As coisas de Deus são simples, nós é que as complicamos com nosso perfeccionismo. Basta apenas uma frase que expresse a nossa gratidão por sermos filhos do Deus altíssimo, ou o que Deus é pra nós.
Nossa expressão tem que ser de dentro para fora, do mais profundo do coração. Relembre o quanto Ele já abençoou, os livramentos que Ele deu, as portas que Ele já abriu, as curas que Ele já fez, as promessas que Ele já cumpriu. Tudo isso são motivos suficientes para erguermos a voz e cantarmos toda nossa gratidão. Você lembra a última vez que Deus realizou um desejo do seu coração? Se sim, isso é muito bom, você o está agradando; se não, pare e pense no que precisa mudar.
Deus nos ama e quer nos dar o melhor, porém os nossos caminhos precisam ser guiados por Ele e não pela nossa vontade ou “achismos”. Precisamos estar ricos de Deus, cheios d’Ele, para que o nosso transbordar seja completo. Precisamos exalar o perfume de Cristo, a sua essência, contar aos outros as bênçãos que Ele derrama sobre nós. “Habite ricamente em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos e hinos e cânticos espirituais, com gratidão, em vossos corações” (Cl 3:16).
Essa gratidão é sinceridade, veracidade de sentimentos, e não um mero show de espiritualidade para satisfazer o povo. Não precisamos provar que somos santos, se as nossas atitudes mostram isso, e se conseqüentemente o nosso linguajar denunciar essa gratidão e louvor a Deus.
Assim, elevemos nossos salmos a Ele, que é a razão da nossa existência. Tenhamos esse tempo para refletir e orar, cantar nossas próprias canções e nesses momentos íntimos com o nosso Pai, expressar o mais profundo do nosso coração, com gratidão espontânea e verdadeiro louvor. A sinceridade do nosso coração agrada o coração de Deus, pois só Ele o vê completamente. Salmodie a Deus, cante salmos ao Senhor!